sexta-feira, 13 de novembro de 2009

340 redes sociais mapeadas


Search over 340 popular social media networks to instantly secure your brand across the social web

Um incrível site para pesquisas acerca do assunto do momento: redes sociais!

Nicholas Carr, jornalista e escritor, considerado pela revista Newsweek como o inimigo número um da tecnologia no mundo, levantou suspeitas de que os cérebros dos usuários de internet estariam passando por transformações em nível neurológico, que afetariam a capacidade de concentração, incapacitando-os para uma leitura aprofundada.
Para contradizer essa teoria, utilizo diariamente a internet desde 1995, quando ela foi lançada em nosso país, tendo concluído minha graduação em Filosofia em 2006. Não sou usuário eventual, sou o que chamam de “heavy user”, daqueles que passam mais de oito horas por dia conectado. Webdesigner, instructional designer, produtor de vídeo, docente independente online, jornalista online, programador, fotógrafo digital foram algumas das atividades exercidas ao longo destes maravilhosos quatorze anos. Perceba que, para concluir um curso de graduação em filosofia, o cara tem de ler os clássicos e escrever textos de trinta páginas sobre um parágrafo pinçado de obras de Platão, Aristóteles e demais pensadores. Tem de se concentrar muito para fazer isso!
Mas essa introdução foi só uma apresentação pessoal, um credenciamento para abordar o assunto principal: as redes sociais.
Nossa vida está sendo transformada pelo advento de redes como Orkut e Facebook. Encontramos velhos amigos, conseguimos nos comunicar com várias pessoas na velocidade de um clique, compartilhar fotos, realizar reuniões a distância, nos entreter com os jogos disponíveis e, pasmem... trazer para a vida real amizades virtuais!
Protagonizei uma história real de uso do Facebook que entrará para o anedotário: minha família havia perdido contato há décadas com os consanguíneos da Itália. Pesquisando no facebook, encontrei um homônimo de meu pai, trinta anos mais jovem. Fiz contato e anotei o endereço, numa cidadezinha agrícola produtora de vinhos, aos pés dos Alpes. Quando tive oportunidade, procurei o endereço pessoalmente, tocando a campainha da casa sem aviso prévio. Atendeu uma mulher que nunca havia me visto, na janela do primeiro andar, seguindo-se o seguinte diálogo:

Buongiorno, me chiamo Marcelo Zanzotti e sono tuo cugino, perché tuo naso è uguale ao mio! (Bom dia, me chamo Marcelo Zanzotti e somos primos, porque seu nariz é igual ao meu!)
Bungiorno... aspeta que te faccio entrare... (Bom dia... espere que te faço entrar...)

E conheci toda a família que originou a ramificação brasileira dos Zanzotti! São produtores de vinho em Val di Non, região de Trento, com direito a vista de castelos austríacos pela janela!

Hoje são mais de 340 redes sociais existentes no mundo. A maior delas, Facebook, acaba de atingir a incrível marca de 350 milhões de pessoas conectadas. Para efeito de comparação, nosso país ainda não possui a metade disso em habitantes!
Pelo Facebook é possível também jogar online com seus amigos e também com desconhecidos. Um dos jogos de maior sucesso é Mafia Wars, uma simulação das atividades criminosas, onde você pode se tornar um chefão brigando com outros mafiosos pelo domínio de atividades ilegais... divertidíssimo!

Apesar de suspeito por não ser isento em minha opinião apaixonada, afirmo veementemente que os benefícios da tecnologia são infinitamente superiores aos problemas decorrentes dela. Nicholas Carr está errado.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Creative Commons para trabalhos offline

Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Design Multimídia para Designers Instrucionais

Este trabalho é construído nas ideias relacionadas com o trabalho do Designer Gráfico no processo de desenvolvimento de materiais para cursos online, apresentado por Cristina Portugal na última edição da RBAAD. Stefanelli estende o debate para uma discussão sobre a interface entre a contribuição do designer gráfico, com habilidades e treinamento sobre aspectos da comunicação visual do conhecimento, e do designer instrucional, cuja habilidade e treinamento se focalizam no design de processos de educação/aprendizado e que utilizam representações gráficas de instrumentos de saber já existentes como instrumentos para a criação de novo conhecimento na mente dos estudantes, e assim utilizando este conhecimento para desenvolver novas habilidades e competências

Prof. Cristina Portugal
Educação a distância: o design como agente do "diálogo" mediado pelas interfaces computacionais
http://www.pedagogiadodesign.com/lpdesign/images/publicacoes/2003portugal_rbaad_educacao_distancia.pdf

Prof. Eduardo J. Stefanelli
AS LINGUAGENS DE INTERAÇÃO PEDAGÓGICA: Reflexões sobre “Design” – gráfico e instrucional – como agentes do "diálogo".
http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2003_Linguagens_Interacao_Pedagogica_Eduardo_Stefanelli.pdf

UFSC: um centro de excelência em EaD

http://www.avaad.ufsc.br/

Ambiente Virtual de Aprendizagem em Arquitetura e Design (AVA-AD) inova na utilização de um meio computacional para transmitir a distância conceitos fundamentais de luz e cor a alunos do curso de Design.

Prof. Dra. Berenice e sua tese sobre cor aplicada ao Design Gráfico

Tecnologia de Comunicação Digital e Transposições Didáticas

Núcleos Virtuais de Estudos Colaborativos

Hipermídia para Designers Instrucionais: Alice Theresinha Cybis Pereira, Ronnie Brito e Michel Kramer.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

FECAP: uma surpresa positiva no Ensino Médio

Atendendo a um convite da querida amiga Fernanda Oliviero, estive nesta quarta (28) no Colégio FECAP da Avenida Liberdade. Entre um sanduichinho e outro do maravilhoso coffee break oferecido, tive contato com o sistema informatizado de monitoramento dos alunos, que inicia com a passagem do crachá pela catraca eletrônica, continuando pela chamada virtual realizada em sala com a utilização dos notebooks wireless dos mestres. Como o espaço é amplo e serve também para a Faculdade, assistentes dos orientadores atuam nos corredores, garantindo que ninguém perambule pelo campus nos horários das aulas. Uma maravilha! Caso um aluno não traga o dever, esqueça um livro ou durma durante a aula, e-mails são disparados diretamente aos pais. A orientadora educacional atua somente nos casos mais graves ou quando procurada peolo aluno. Coisa de primeiríssimo mundo!!!
Como se não bastasse todo esse cuidado, eventualmente são proferidas palestras aos pais e mestres, como a ocorrida nesta quarta, brilhantemente conduzida pela doutoranda em Educação Tânia Aguiar. Fica neste espaço um elogio explícito à direção da FECAP pelos excelentes profisionais contratados, equipamentos e instalações exemplares.
Abaixo, a transcrição das notas tomadas durante o evento.

A adolescência na contemporaneidade
Limites e possibilidades para pais e professores
Colégio FECAP 2009
Tânia Aguiar, doutoranda em Educação

Período de desilusão para os pais:
“Aos 13 anos, meu filho foi abduzido e colocaram outra criatura em seu lugar...”

Uma pesquisa de imagens no Google inserindo o termo ‘adolescentes’ trará sexo, drogas, gravidez, rock, desajustes... enquanto ‘juventude’ é um termo positivo. Há uma conotação pejorativa já consolidada em nossa sociedade.

Wundt, em 1879, foi o responsável pela autonomia da Psicologia da Filosofia.
Johns Hopkins, em 1887, nos EUA, juntamente com Stanley Hall, escreveram Psicologia da Adolescência (masculina), com base em experiências realizadas no Exército, nas fábricas e nos colégios internos.

O Exército utilizava o “psicotapa” a fim de disciplinar seus jovens.
Nas fábricas, o aprendiz era a imagem do rebelde, revoltado com as péssmas condições de trabalho e familiares. Na França foi cunhado o termo bèasse (11 a 14 anos), identificando o pré-adolescente solitário, ícone o Romantismo e símbolo do ilegalismo popular (Foucault). O Apache era a figura criada por jornais franceses, representando o homem de 15 a 20 anos, que, ao contrário do bèasse, andava em bandos delinquindo. Inspirou vários filmes, de James Dean a Marlon Brando.

Fator central, a sexualidade é concebida a partir da moralidade educacional burguesa, não por sua expressão natural. (Foucault)

Os adultos impõem ao jovem o adiamento de suas satisfações, justificando que todas as energias voltadas ao estudo trarão progresso. (séc. XIX)

Stanley Hall (USA): Adolescence Psychology, 1904.

O protagonismo juvenil em ações sociais pela via pedagógico-solidária é sempre iniciada por um adulto, geralmente baseada na eficiência técnico-mercadológica: jovens empreendedores, universidade. Protagonismo ou convocação???

Associada a uma esperança de renovação social, a juventude projeta o fracasso das instituições sociais. Projetos sociais efetivamente feitos por jovens e para jovens comumente são encontradaos nas classes populares.

Charles Melman afirma que há uma normalização implícita nas drogas, de oferta inquestionável. O exemplo acontece dentro de casa com sibutramina, nicotina, álcool e calmantes.

Limbo é a morada das almas que ainda não foram redimidas do pecado original.
Orientação sexual = prevenção + busca da felicidade

Por fim: adolescência existe, o que pode fazer a diferença são as organizações sociais. A psicanálise afirma que adolescência é uma operação psíquica, uma passagem sem rito. Para a Educação, adolescência é o momento em que o sujeito é duplamente (modificações em seu corpo e olhar do outro) convocado a ser diferente da criança que foi.

Quais lugares oferecemos???

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Narrativa transmidiática

A narrativa transmidiática é um conceito recente, iniciado ainda este ano nos EUA, que pretende disponibilizar aos leitores "antenados" com as NTICs, níveis de informação diferenciados sobre determinado assunto, através da utilização das diversas mídias existentes.
Um livro impresso traria parte de uma história, apoiado por um site contendo links transversais, que permitiriam um maior nível de aprofundamento. Este livro teria um companion CD, contendo os filmes e fotos pesados para web, que podem ou não serem visualizados, dependendo do interesse do leitor.
Na verdade, todo esse mix deixaria a cargo do sujeito o caminho a ser percorrido, o que levaria cada experiência pessoal a ser completamente diferente de outra, provocando no leitor a construção de uma história particular customizada segundo seus interesses.
Não foi criado para EaD, mas para ficção. Eu tento imaginar, com o uso de mapas cognitivos, uma aplicação educacional usando a narrativa transmidiática que respeite a característica do aprendiz: auditivo, visual, etc. ao mesmo tempo em que utilize o melhor de cada mundo, de acordo com as restrições tecnológicas de cada mídia e suas indicações para a aprendizagem global.