sexta-feira, 13 de novembro de 2009

340 redes sociais mapeadas


Search over 340 popular social media networks to instantly secure your brand across the social web

Um incrível site para pesquisas acerca do assunto do momento: redes sociais!

Nicholas Carr, jornalista e escritor, considerado pela revista Newsweek como o inimigo número um da tecnologia no mundo, levantou suspeitas de que os cérebros dos usuários de internet estariam passando por transformações em nível neurológico, que afetariam a capacidade de concentração, incapacitando-os para uma leitura aprofundada.
Para contradizer essa teoria, utilizo diariamente a internet desde 1995, quando ela foi lançada em nosso país, tendo concluído minha graduação em Filosofia em 2006. Não sou usuário eventual, sou o que chamam de “heavy user”, daqueles que passam mais de oito horas por dia conectado. Webdesigner, instructional designer, produtor de vídeo, docente independente online, jornalista online, programador, fotógrafo digital foram algumas das atividades exercidas ao longo destes maravilhosos quatorze anos. Perceba que, para concluir um curso de graduação em filosofia, o cara tem de ler os clássicos e escrever textos de trinta páginas sobre um parágrafo pinçado de obras de Platão, Aristóteles e demais pensadores. Tem de se concentrar muito para fazer isso!
Mas essa introdução foi só uma apresentação pessoal, um credenciamento para abordar o assunto principal: as redes sociais.
Nossa vida está sendo transformada pelo advento de redes como Orkut e Facebook. Encontramos velhos amigos, conseguimos nos comunicar com várias pessoas na velocidade de um clique, compartilhar fotos, realizar reuniões a distância, nos entreter com os jogos disponíveis e, pasmem... trazer para a vida real amizades virtuais!
Protagonizei uma história real de uso do Facebook que entrará para o anedotário: minha família havia perdido contato há décadas com os consanguíneos da Itália. Pesquisando no facebook, encontrei um homônimo de meu pai, trinta anos mais jovem. Fiz contato e anotei o endereço, numa cidadezinha agrícola produtora de vinhos, aos pés dos Alpes. Quando tive oportunidade, procurei o endereço pessoalmente, tocando a campainha da casa sem aviso prévio. Atendeu uma mulher que nunca havia me visto, na janela do primeiro andar, seguindo-se o seguinte diálogo:

Buongiorno, me chiamo Marcelo Zanzotti e sono tuo cugino, perché tuo naso è uguale ao mio! (Bom dia, me chamo Marcelo Zanzotti e somos primos, porque seu nariz é igual ao meu!)
Bungiorno... aspeta que te faccio entrare... (Bom dia... espere que te faço entrar...)

E conheci toda a família que originou a ramificação brasileira dos Zanzotti! São produtores de vinho em Val di Non, região de Trento, com direito a vista de castelos austríacos pela janela!

Hoje são mais de 340 redes sociais existentes no mundo. A maior delas, Facebook, acaba de atingir a incrível marca de 350 milhões de pessoas conectadas. Para efeito de comparação, nosso país ainda não possui a metade disso em habitantes!
Pelo Facebook é possível também jogar online com seus amigos e também com desconhecidos. Um dos jogos de maior sucesso é Mafia Wars, uma simulação das atividades criminosas, onde você pode se tornar um chefão brigando com outros mafiosos pelo domínio de atividades ilegais... divertidíssimo!

Apesar de suspeito por não ser isento em minha opinião apaixonada, afirmo veementemente que os benefícios da tecnologia são infinitamente superiores aos problemas decorrentes dela. Nicholas Carr está errado.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Creative Commons para trabalhos offline

Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a Obras Derivadas 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Design Multimídia para Designers Instrucionais

Este trabalho é construído nas ideias relacionadas com o trabalho do Designer Gráfico no processo de desenvolvimento de materiais para cursos online, apresentado por Cristina Portugal na última edição da RBAAD. Stefanelli estende o debate para uma discussão sobre a interface entre a contribuição do designer gráfico, com habilidades e treinamento sobre aspectos da comunicação visual do conhecimento, e do designer instrucional, cuja habilidade e treinamento se focalizam no design de processos de educação/aprendizado e que utilizam representações gráficas de instrumentos de saber já existentes como instrumentos para a criação de novo conhecimento na mente dos estudantes, e assim utilizando este conhecimento para desenvolver novas habilidades e competências

Prof. Cristina Portugal
Educação a distância: o design como agente do "diálogo" mediado pelas interfaces computacionais
http://www.pedagogiadodesign.com/lpdesign/images/publicacoes/2003portugal_rbaad_educacao_distancia.pdf

Prof. Eduardo J. Stefanelli
AS LINGUAGENS DE INTERAÇÃO PEDAGÓGICA: Reflexões sobre “Design” – gráfico e instrucional – como agentes do "diálogo".
http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2003_Linguagens_Interacao_Pedagogica_Eduardo_Stefanelli.pdf

UFSC: um centro de excelência em EaD

http://www.avaad.ufsc.br/

Ambiente Virtual de Aprendizagem em Arquitetura e Design (AVA-AD) inova na utilização de um meio computacional para transmitir a distância conceitos fundamentais de luz e cor a alunos do curso de Design.

Prof. Dra. Berenice e sua tese sobre cor aplicada ao Design Gráfico

Tecnologia de Comunicação Digital e Transposições Didáticas

Núcleos Virtuais de Estudos Colaborativos

Hipermídia para Designers Instrucionais: Alice Theresinha Cybis Pereira, Ronnie Brito e Michel Kramer.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

FECAP: uma surpresa positiva no Ensino Médio

Atendendo a um convite da querida amiga Fernanda Oliviero, estive nesta quarta (28) no Colégio FECAP da Avenida Liberdade. Entre um sanduichinho e outro do maravilhoso coffee break oferecido, tive contato com o sistema informatizado de monitoramento dos alunos, que inicia com a passagem do crachá pela catraca eletrônica, continuando pela chamada virtual realizada em sala com a utilização dos notebooks wireless dos mestres. Como o espaço é amplo e serve também para a Faculdade, assistentes dos orientadores atuam nos corredores, garantindo que ninguém perambule pelo campus nos horários das aulas. Uma maravilha! Caso um aluno não traga o dever, esqueça um livro ou durma durante a aula, e-mails são disparados diretamente aos pais. A orientadora educacional atua somente nos casos mais graves ou quando procurada peolo aluno. Coisa de primeiríssimo mundo!!!
Como se não bastasse todo esse cuidado, eventualmente são proferidas palestras aos pais e mestres, como a ocorrida nesta quarta, brilhantemente conduzida pela doutoranda em Educação Tânia Aguiar. Fica neste espaço um elogio explícito à direção da FECAP pelos excelentes profisionais contratados, equipamentos e instalações exemplares.
Abaixo, a transcrição das notas tomadas durante o evento.

A adolescência na contemporaneidade
Limites e possibilidades para pais e professores
Colégio FECAP 2009
Tânia Aguiar, doutoranda em Educação

Período de desilusão para os pais:
“Aos 13 anos, meu filho foi abduzido e colocaram outra criatura em seu lugar...”

Uma pesquisa de imagens no Google inserindo o termo ‘adolescentes’ trará sexo, drogas, gravidez, rock, desajustes... enquanto ‘juventude’ é um termo positivo. Há uma conotação pejorativa já consolidada em nossa sociedade.

Wundt, em 1879, foi o responsável pela autonomia da Psicologia da Filosofia.
Johns Hopkins, em 1887, nos EUA, juntamente com Stanley Hall, escreveram Psicologia da Adolescência (masculina), com base em experiências realizadas no Exército, nas fábricas e nos colégios internos.

O Exército utilizava o “psicotapa” a fim de disciplinar seus jovens.
Nas fábricas, o aprendiz era a imagem do rebelde, revoltado com as péssmas condições de trabalho e familiares. Na França foi cunhado o termo bèasse (11 a 14 anos), identificando o pré-adolescente solitário, ícone o Romantismo e símbolo do ilegalismo popular (Foucault). O Apache era a figura criada por jornais franceses, representando o homem de 15 a 20 anos, que, ao contrário do bèasse, andava em bandos delinquindo. Inspirou vários filmes, de James Dean a Marlon Brando.

Fator central, a sexualidade é concebida a partir da moralidade educacional burguesa, não por sua expressão natural. (Foucault)

Os adultos impõem ao jovem o adiamento de suas satisfações, justificando que todas as energias voltadas ao estudo trarão progresso. (séc. XIX)

Stanley Hall (USA): Adolescence Psychology, 1904.

O protagonismo juvenil em ações sociais pela via pedagógico-solidária é sempre iniciada por um adulto, geralmente baseada na eficiência técnico-mercadológica: jovens empreendedores, universidade. Protagonismo ou convocação???

Associada a uma esperança de renovação social, a juventude projeta o fracasso das instituições sociais. Projetos sociais efetivamente feitos por jovens e para jovens comumente são encontradaos nas classes populares.

Charles Melman afirma que há uma normalização implícita nas drogas, de oferta inquestionável. O exemplo acontece dentro de casa com sibutramina, nicotina, álcool e calmantes.

Limbo é a morada das almas que ainda não foram redimidas do pecado original.
Orientação sexual = prevenção + busca da felicidade

Por fim: adolescência existe, o que pode fazer a diferença são as organizações sociais. A psicanálise afirma que adolescência é uma operação psíquica, uma passagem sem rito. Para a Educação, adolescência é o momento em que o sujeito é duplamente (modificações em seu corpo e olhar do outro) convocado a ser diferente da criança que foi.

Quais lugares oferecemos???

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Narrativa transmidiática

A narrativa transmidiática é um conceito recente, iniciado ainda este ano nos EUA, que pretende disponibilizar aos leitores "antenados" com as NTICs, níveis de informação diferenciados sobre determinado assunto, através da utilização das diversas mídias existentes.
Um livro impresso traria parte de uma história, apoiado por um site contendo links transversais, que permitiriam um maior nível de aprofundamento. Este livro teria um companion CD, contendo os filmes e fotos pesados para web, que podem ou não serem visualizados, dependendo do interesse do leitor.
Na verdade, todo esse mix deixaria a cargo do sujeito o caminho a ser percorrido, o que levaria cada experiência pessoal a ser completamente diferente de outra, provocando no leitor a construção de uma história particular customizada segundo seus interesses.
Não foi criado para EaD, mas para ficção. Eu tento imaginar, com o uso de mapas cognitivos, uma aplicação educacional usando a narrativa transmidiática que respeite a característica do aprendiz: auditivo, visual, etc. ao mesmo tempo em que utilize o melhor de cada mundo, de acordo com as restrições tecnológicas de cada mídia e suas indicações para a aprendizagem global.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cartografia Cognitiva

Softwares cartográficos gratuitos:

  1. Nestor Webcartographer
  2. Freemind
  3. Cmap Tools
  4. Compendium
  5. CHIC

Tipos de mapas cognitivos:

Mind maps - Buzan, anos 70.













Conceptual maps - Novak, Cornell, anos 60.



Web maps - Dodge e Kitchin, 2001; Zeiliger Esnult e Ponti, 2005.



Mapas argumentativos ou de diálogo - basead no Issue Based Information System (IBIS), anos 70. Jeff Conklin, Simon Buckingham Shum e Al Selvin.



Multidimensional Data Maps - Gras e Almouloud, CHIC.



Referências:

Okada, A.; Buckingham Shum, S & Sherborne, T. (2008). Knowledge Cartography: software tools and mapping tecniques, London Springer.

Okada, A. (2007). Colearn Comunidade de Pesquisa Aberta sobre Aprendizagem Colaborativa - Projeto OpenLearn, UK.

Okada, A. (2006). Cartografia Investigativa - Interfaces epistemológicas comunicacionais para mapear conhecimento em projetos de pesquisa. Tese de Doutorado. São Paulo: Programa de Pós-graduação em Educação: Currículo. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Abril, 2006.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Subsunçores de Ausubel


A estrutura cognitiva, segundo Ausubel, é uma edificação mental ordenada, sustentada por pontos de ancoragem, os subsunçores, formando uma hierarquia conceitual, a partir da base.

A analogia com a Torre Eiffel demonstra que, quanto mais elevado o nível do conhecimento, mais larga deve ser a base conceitual que o sustente.

Os pontos vermelhos são os subsunçores, conceitos que devem ser assimilados ANTES de outros mais elaborados.

Oração do cinegrafista profissional

Oração do Cinegrafista Profissional
por Marcelo Zanzotti


Oh, amado CMOS
Filho do Grande CCD
Que transforma a boa Luz emanada dos fresnéis
Rebatida com um belo isopor
Em impulsos elétricos feéricos
Gravados de forma indelével em nossas memórias
Recebei sempre sem qualquer desvio no caminho
Os raios que perpassam nossas limpas lentes objetivas
Sem qualquer arranhão, gordura ou fungo pior
Lembrai-nos sempre de bater o branco antes
Travar o tripé nivelado
E recarregar as baterias na véspera
Não nos deixei cair na tentação do uso do ganho
Permita a regulagem adequada de íris
E nos livrai do autofocus do mal
Arri

Lucas 11:35 "Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas."

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Open University Learning Space

http://openlearn.open.ac.uk/mod/oublog/view.php?user=143056
traz minha experimentação no ensino de Filosofia a distância... a partir de hoje, módulos diários.

domingo, 18 de outubro de 2009

Filosofia em EaD com NTICs

Será possível disponibilizar conteúdo filosófico para neófitos a distância utilizando novas tecnologias? A cartografia cognitiva pode auxiliar nesse processo?

É o que descobriremos na prática nas próximas semanas...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ética Profissional

Um dos assuntos mais fascinantes que competem à Filosofia é a Ética.

Aplicada à questão profissional, encontra aplicação diária nos mais diversos campos da administração pública e privada.

Balizando a conduta no ambiente de trabalho, orientando de forma clara e inequívoca os profissionais no seu dia-a-dia, a Ética deveria ser tratada com a importância que merece, até para evitar conflitos desnecessários, que trazem prejuízos à instituição empregadora.

Há inúmeros casos ao nosso redor que apontam para absurdos cometidos à margem das questões éticas... todos conhecemos casos horripilantes, desde assédio moral explícito a conchavos patrocinados por aqueles que deveriam coibir tal prática, até pela natureza de sua especialidade.

Infelizmente vivemos num país onde as leis não pegam, a meritocracia não existe e prosperam aqueles que, de forma vil, se agarram às antiquíssimas práticas do puxa-saquismo desmedido, a falsidade nojenta e a desfaçatez da hipocrisia extremada.

Fica aqui neste blog um desabafo e um recado a você que estiver lendo: eu não desistirei NUNCA da busca da verdade, me afastando de qualquer prática que considere anti-ética, ilegal ou engordativa... ehehehehe

Beijos

Marcelo Zanzotti

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Microsoft oferece ferramentas gratuitas

O site Conteúdos Educacionais (http://www.conteudoseducacionais.com.br/index.asp) é um projeto da Microsoft Educação que oferece recursos gratuitos que estimulam e capacitam o uso da tecnologia por alunos e educadores no dia a dia escolar, para aprimorar a qualidade das formas de ensino-aprendizagem, inovar na metodologia de ensino e intensificar a inclusão digital e social.

Para participar, basta se cadastrar e a cada visita fazer seu login para ter acesso a todo o conteúdo. Além disso, a Microsoft também liberou o “Microsoft Live Services Plug-in para Moodle” (http://www.educationlabs.com/projects/moodleproduct/Pages/default.aspx#). Agora, com esse recurso instalado alunos e professores podem ter acessos aos serviços Microsoft Live de forma integrada com o Moodle, como ferramentas de e-mail e busca e o popular MSN. Uma vez corretamente instalado o Windows Live Service pode ser acrescentado a interface desse LMS como qualquer outro bloco.

A vantagem dessa integração Microsoft-Moodle é que as ferramentas típicas do dia a dia de qualquer usuário de internet podem, agora, ser levadas para dentro de um LMS, o que pode ser bastante motivador para alunos e professores, pois ajuda a quebrar o formalismo no ambiente virtual de aprendizagem. Por exemplo, com o MSN funcionando dentro do Moodle, alunos e professores poderão se comunicar por meio de uma interface mais amigável, rica em recursos de comunicação e acima de tudo mais mais “cool”.

Fica a expectativa de que outras empresas criativas de internet, como Google, Twitter e Yahoo, também levem suas ferramentas para dentro do Moodle ou qualquer outro LMS, já que essas são mais simples de utilizar, possuem alto potencial de comunicação, interatividade e são muito mais divertidas para trabalhar do que os recursos nativos dos atuais sistemas de gerenciamento de aprendizagem, que na maioria das vezes são chatos e enfadonhos.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Convertendo cursos presenciais em EaD

http://www.elearningbrasil.com.br

Sua última iniciativa em seu departamento é: Vamos converter nossas aulas presenciais em e-Learning. Podemos alavancar nosso investimento e redefinir os propósitos do conteúdo para ser veiculado na web. Uma conversão será rápida e barata e garantiremos um público maior no processo.

A sua gerência adora a idéia. Quem não o adoraria? É o Nirvana do ROI (Retorno do Investimento).

Autor: Lori Mortimer

Fonte: ASTD (American Society for Training and Development)

Só não saque aquele cheque de bônus ainda. As conversões de conteúdos presenciais para aulas on-line são mais complexas do que aparentam. Podem na verdade consumir muito mais tempo do que desenvolver os materiais para a sala de aula. Assuntos simples podem se tornar complexos e causar muita confusão em sua programação e orçamento.

Escolha uma página do "Manual de Escoteiro" e esteja preparado para considerar os seguintes detalhes de conversão. Um planejamento antecipado pode ajudá-lo a antever e evitar atrasos de programas e custos excessivos.

O Conteúdo é o Principal

O conteúdo dirige o projeto: sem seu conteúdo de sala de aula, você não estaria pensando em e-Learning neste momento. Isto pode ser bom ou ruim, dependendo de sua preparação quanto a estas questões de conteúdo.

Direitos Eletrônicos. Quem detém os direitos sobre os materiais eletrônicos utilizados na sala de aula? Se você os licenciou ou terceirizou seu desenvolvimento pode não ter direito eletrônico sobre os mesmos. Esta pergunta precisa ser respondida no início do processo, e mesmo que leve tempo e dinheiro, deve ser respondida. Isto evitará futuros problemas judiciais e prejuízos. Vale a pena consultar seu advogado ou ler seus contratos mais uma vez.

Armazenamento das informações. Aonde e como são armazenados os recursos eletrônicos de treinamento na sua organização? Eles são guardados na intranet, em uma sala de armazenamento ou em ambos os locais? Existe uma concentração destas informações ou elas estão dispersas por todos os lados? Quem tem acesso a estes conteúdos? Quão fácil é ter acesso aos mesmos? É muito importante ter um inventário que contenha todos os conteúdos meses antes de iniciar o projeto.

Controle sobre as atualizações dos conteúdos. Como você e a sua organização acompanham a trajetória de atualização dos conteúdos? Quantas pessoas trabalharam para a elaboração de cada conteúdo de cada curso? As versões anteriores são mantidas, ou somente a mais recente é mantida? Qual o nível do controle geral sobre estes conteúdos? Existe algum aplicativo que possibilita que arquivos eletrônicos como gráficos e documentos sejam procurados? E a questão sobre quais conteúdos são atuais e quais são antigos, está bem definida? Se não, quanto tempo pode levar para separar o joio do trigo?

Formato dos Conteúdos. Quais são os formatos dos conteúdos (áudio, vídeo, etc.)? Eles são atuais ou não, eletrônicos ou em papel? Qual a facilidade de converter cada um deles para a web - como HTML, XML, .jpg, .gif, .mpg, etc? Quanto mais antigo o formato do conteúdo, mais difícil, oneroso e demorado será o processo de conversão.

Gerenciamento dos Conteúdos. Quem será responsável por coletar e organizar os conteúdos? Como e onde serão armazenados os conteúdos convertidos para o e-Learning? Se você tiver um bom sistema de gerenciamento hoje, não enfrentará grandes dificuldades em um futuro próximo. Mais cedo ou mais tarde, este tipo de sistema será fundamental para que os conteúdos estejam bem organizados e problemas eventuais sejam evitados. Alguém terá que gerenciar estes conteúdos durante e após a fase de conversão.

Se você converter os cursos, eles aprenderão?

Não importa se seus cursos são dinâmicos, atuais e façam grande sucesso junto ao seu público, eles precisarão de algum re-desenho instrucional para poderem ser publicados na web. Um especialista em desenho instrucional (mediação pedagógica) deve analisar um ou mais cursos levando em consideração os seguintes pontos.

Quantidade e tipo dos novos conteúdos. Qual a quantidade de novos conteúdos que será necessária para cada curso através do e-Learning? A mídia utilizada será de que tipo? O formato de conversão mais comum é o modelo assíncrono (self-paced), em que o aluno faz a sua hora e o seu ritmo de estudo. Este formato é o que normalmente exige conteúdos mais novos. As fontes dos materiais dos cursos estão detalhadas e completas? Bons professores / instrutores normal-mente compensam alguma inferioridade dos conteúdos de aula através de conteúdos seus ou de suas habilidades pessoais. Para os cursos assíncronos, o mediador pedagógico precisa criar estes conteúdos. Mesmo com um conteúdo de alto nível, é preciso criar outras formas de aprendizagem como exercícios, animações, questões e feedback que possam substituir atividades comuns na sala de aula. Quanto mais sofisticado for o conteúdo mais tempo e dinheiro exigirá seu desenvolvimento.

Re-estruturação dos cursos. Cursos em sala de aula possuem uma estrutura baseada em documentos: as aulas são organizadas em capítulos ou lições, com o conhecimento sendo dividido em parcelas bem definidas. O e-Learning por sua vez, tipicamente possui uma estrutura baseada em objetos, sendo que cada qual deve possuir um objetivo de aprendizagem. Estes elementos também são denominados objetos re-utilizáveis e são armazenados nos bancos de dados. Eles podem ser re-utilizados e modificados independente da mídia de entrega.

Normalmente os alunos não vêem a estrutura dos objetos de aprendizagem. Para os seus cursos você terá que definir padrões e regras que determinem cada um destes objetos. Em outras palavras, é preciso definir o que caracteriza um objeto de aprendizagem em seu curso. Uma regra indicada é a seguinte: um objeto de aprendizagem é um conteúdo que garanta que uma habilidade específica ou um conhecimento seja transmitido, e que inclua uma atividade prática e uma avaliação.

Aprendizagem Híbrida. Você está convertendo aulas presenciais em cursos que combinem diversos tipos de aprendizagem (aprendizagem híbrida) e que incluem eventos presenciais, on-line assíncronos e síncronos? Se estiver, cada um dos cursos exigirá um re-desenho e uma revisão da seqüência de aprendizagem. A aprendizagem híbrida é importante pois possibilita a otimização do processo de aprendizagem, através da atribuição de uma atividade para cada objetivo de aprendizagem, independente do meio pelo qual a instrução ou o conhecimento é transmitido.

Desenvolvimento de curso é desenvolvimento de curso... Mais ou menos

Um projeto de conversão introduz novos conceitos e processos de desenvolvimento. Você também encontrará algumas questões já conhecidas e familiares ao longo do caminho. Esteja preparado para as questões abaixo:

Tempo de envolvimento do conteudista. Mesmo que você esteja trabalhando sobre um material já pronto, será necessário o envolvimento de um especialista de conteúdo durante o processo de conversão. Este profissional pode completar eventuais falhas nos conteúdos com materiais adicionais normalmente fornecidos em sala de aula (material não documentado). Por exemplo, muitas vezes professores utilizam roteiros em aulas presenciais, e cada um deles constrói o restante da aula do seu jeito. Nestes casos o conteudista tem um papel importante que é desenvolver o que está faltando, analisar os tipos de recursos que podem utilizados para cada objetivo instrucional e avaliar a eficiência e a eficácia do que for criado ao longo do processo. O tempo de envolvimento deste profissional irá depender da quantidade de conteúdos novos que deverá ser adicionado ao programa.

Tempo e custo de desenvolvimento dos recursos de mídia. Se você pretende incluir recursos sofisticados como áudio, vídeo ou animações, você precisa garantir um tempo extra no seu planejamento e esperar por custos maiores do projeto. Mesmo ao tentar re-utilizar conteúdos e arquivos já existentes, o re-trabalho é quase sempre inevitável, pois adaptações geralmente necessárias. Muitas vezes é preciso re-criar os arquivos por falta de qualidade ou por serem muito ultrapassados.

Edição e formatação. Você poderá se surpreender com o esforço necessário para converter com sucesso um conteúdo mesmo que pouquíssimas mudanças tenham sido feitas. Um editor pode ser indicado para revisar e garantir que os textos, os gráficos e que o layout sejam consistentes. Mesmo textos bem escritos precisam ser revisados para leitura via web. Textos para a web devem ser mais concisos e diretos.

Localização / Internacionalização. Uma vez que os cursos estiverem on-line, é possível que a procura seja muito maior que o esperado. Será que alguns dos alunos precisarão de cursos em outros idiomas? Ter cursos em outros idiomas significa também ter mais informações armazenadas nos bancos de dados. Um especialista em idiomas é fundamental neste tipo de casos.

Padrões de desenho instrucional. Teoricamente, você irá substituir exercícios e atividades de aulas presenciais por elementos interativos como exercícios exploratórios ou questões de múltipla escolha. Será necessário o desenho instrucional para saber como e quando utilizar estes elementos, e para definir o objetivo de cada um deles dentro do programa. Por exemplo, quantas chances você deveria dar a um aluno para que ele tentasse acertar um teste? Para questões respondidas incorretamente, qual o nível de detalhamento e escopo do feedback? Mais uma vez é necessário definir as regras que lhe forneçam consistência de uso para estes elementos dentro dos cursos.

Materiais antiquados. Será necessário converter os conteúdos em papel para o formato web, de acordo com os padrões técnicos e de desenho instrucional. Passa a fazer parte destes conteúdos também guias de referência sobre as tecnologias utilizadas, como por exemplo, manuais explicativos sobre a interface do sistema, ferramentas de colaboração, etc.

Preparação para o e-Learning síncrono. Nunca assuma que um talentoso professor / instrutor irá repetir seu sucesso de sala de aula também em aulas virtuais. Será necessário um tempo mínimo de utilização tanto para professores como para alunos. É fundamental que cada um dos professores (instrutores) receba um treinamento prévio que lhe familiarize com o novo sistema e que lhe forneça a confiança necessária para a primeira aula virtual.

Nós podemos fazer isto?

Claro que podemos! Praticamente nenhum conteúdo sobrevive ao processo de conversão sem ser modificado. Este processo pode envolver muitas tarefas e uma infinidade de detalhes, mas nunca será impossível.

Como planejar um plano de conversão de sucesso?

Seja sábio ao definir se os cursos serão convertidos internamente ou externamente. Compare os custos de sua equipe interna ou os custos para a aquisição de profissionais capacitados, aos custos de outras empresas capazes de realizar tais serviços. Um dos benefícios de manter este processo internamente é a familiaridade de seus profissionais com os conteúdos. Um benefício da terceirização é que outras empresas possuem profissionais especializados, o que pode significar maior produtividade do processo. Uma outra alternativa é unir forças e adotar uma estratégia em que ambas as partes trabalhem em conjunto.

Seja cuidadoso ao escolher um parceiro. Se optar por terceirizar o processo, siga os critérios de avaliação abaixo.

  • Capacidade de desenvolver trabalhos com as principais e mais atuais tecnologias disponíveis no mercado.
  • Potencial de disciplina no gerenciamento dos projetos e processos envolvidos.
  • Expertise em desenho instrucional.
  • Variedade de competências (desenho gráfico, habilidade de escrita, programação, etc.).
  • Estabilidade financeira.
  • Experiência, preços, tamanho, etc...

Tenha certeza de que você possui profissionais prontos para o desafio. É fundamental garantir os recursos necessários para os processos de conversão caso você opte por desenvolvê-los internamente. Se necessário, busque no mercado profissionais que possuam experiência em e-Learning. Este não é o momento de arriscar e entregar nas mãos de seu artista gráfico a tarefa de desenvolver as páginas web, caso ele ainda não tenha este tipo de expertise técnico. Selecione pessoas com experiência comprovada em projetos web e que possam agir com propriedade durante o projeto.

Prepare um plano de projeto sólido. Você não deve menosprezar um planejamento detalhado do processo, incluindo cada uma de suas etapas. As melhores práticas incluem:

  • Planeje todo o processo a partir de uma pequena parte dele, ou seja, realize inicialmente protótipos pequenos para cada formato de conversão de modo a garantir que o planejamento não contenha erros. Antes de definir um cronograma, faça um teste que aponte os pontos críticos a serem considerados.
  • Rastreie todas as questões do desenvolvimento e o tempo envolvido em cada tarefa. Inclua o tempo em que o sistema eventualmente estiver fora do ar, tempo perdido com problemas técnicos, e tente desenhar a curva de aprendizagem de sua equipe durante o projeto.
  • Ofereça pelo menos dois planejamentos, um menos e um mais sofisticado. Identifique os prós e os contras de cada um deles e permita que a gerência, ou os tomadores de decisão, tenham mais de uma alternativa e conheçam bem cada uma delas.

Apesar de o processo de conversão de cursos presenciais para o e-Learning parecer complicado, ao antecipar estes detalhes do projeto, será possível preparar um plano real que lhe dê a confiança necessária para iniciar o projeto com sucesso.



Data: 01/02/2002



Explorando EaD: vantagens e desvantagens

Explorando a Educação a Distância

www.redeescolarlivre.rs.gov.br

Introdução

Este documento tem por objetivo servir de orientação inicial àqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre a modalidade de educação a distância (EAD). Para isto, inicialmente apresenta-se um breve histórico da EAD, algumas definições propostas por estudiosos da área, além de discutir brevemente sobre as vantagens e desvantagens de tal processo educacional.

Existem hoje inúmeros ambientes que reúnem uma série de recursos para criação e estruturação de curso na modalidade a distância. A segunda parte do documento apresenta um levantamento dos ambientes mais utilizados atualmente. Este levantamento contempla tanto os softwares comerciais, como LearningSpace e WebCT, como aqueles desenvolvidos por universidades e grupos de pesquisa, como o Aula-Net, Eureka e TelEduc.

Além desses, apresenta a descrição de ambientes desenvolvidos para cursos específicos, como o criado para o curso de Atualização dos Multiplicadores do Proinfo.

Finalmente, apresenta-se uma proposta dos principais recursos que deveriam compor um ambiente educacional que apoiasse o processo de educação a distância, considerando o levantamento anteriormente apresentado e as possibilidades de uso de software livre.

Definições e Características

A Educação a Distância (EAD) é um termo muito utilizado atualmente. Na realidade, esta popularização deve-se mais ao fato da maior acessibilidade proporcionada pelas conexões em rede (tanto nas Intranet quanto na Internet), do que pela novidade do tema.

Segundo alguns autores, pode ter tido início a partir do surgimento da escrita e das primeiras cartas de Platão e das epístolas de São Paulo. Para outros estudiosos, os primeiros indícios de educação a distância surgiram no final do século XVIII, através das primeiras ofertas de tutoria por correspondência. A partir de então, pouco a pouco, percebe-se uma silenciosa proliferação dessa modalidade de educação/ensino, que tomou considerável impulso, por todo o mundo.

Segundo alguns autores, pode ter tido início a partir do surgimento da escrita e das primeiras cartas de Platão e das epístolas de São Paulo. Para outros estudiosos, os primeiros indícios de educação a distância surgiram no final do século XVIII, através das primeiras ofertas de tutoria por correspondência. A partir de então, pouco a pouco, percebe-se uma silenciosa proliferação dessa modalidade de educação/ensino, que tomou considerável impulso, por todo o mundo.

De indiscutível valor, a educação a distância vem se consolidando e adquirindo credibilidade à medida em que as instituições passam a conhecer suas características e peculiaridades.

Segundo NUNES (1994), a educação a distância é um recurso que permite o atendimento a grandes contingentes de alunos de forma mais efetiva que outras modalidades e sem riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos em decorrência da ampliação da clientela atendida. As experiências dos últimos anos indicam que, para atender efetivamente um grande grupo de alunos, existe a necessidade de uma infra-estrutura adequada de suporte, bem como uma equipe de professores-tutores para garantir a qualidade deste processo.

Os principais fatores que propiciaram o surgimento e o posterior desenvolvimento da EAD foram, segundo ARETÍO (1994, apud NUNES, 1994; BITTENCOURT, 1999):

· a necessidade de adaptação às constantes modificações no mundo em todos os setores;

· a crescente demanda por educação/ensino;

· grande percentual da população sem condições de atendimento pelo sistema formal;

· os elevados custos da educação formal;

· a necessidade de flexibilizar a rigidez do sistema convencional;

· notável avanço das ciências da educação e as transformações tecnológicas que colocaram à disposição da educação um verdadeiro arsenal de instrumentos/aparelhos, possibilitando a diminuição das distâncias, através de condições para comunicação mais rápida e segura.

Segundo LANDIM(1997), muitas pessoas utilizam os termos ensino e educação, indiscriminadamente, embora na prática existam diferenças relevantes. O termo ensino está mais ligado às atividades de treinamento, adestramento e instrução. Já o termo educação refere-se à prática educativa e ao processo ensino-aprendizagem que leva o aluno a aprender a aprender, a saber pensar, criar, inovar, construir conhecimentos, participar ativamente de seu próprio crescimento. É um processo de humanização que alcança o pessoal e o estrutural, partindo da situação concreta em que se dá a ação educativa numa relação dialógica.

Definições Clássicas

A Educação a Distância foi, inicialmente, definida muito mais pelas diferenças em relação à educação presencial do que pelas características que a determinam ou pelos elementos que a constituem.

Segundo NUNES (1994), a comparação imediata com a educação presencial (onde o professor é, tradicionalmente, a figura central) promove um entendimento parcial do que é educação a distância e, em alguns casos, estabelece termos de comparação pouco científicos. Estudos mais recentes apontam para uma conceituação, se não homogênea, mais precisa do que é educação a distância.
PERRY e RUMBLE (apud NUNES, 1994) afirmam que a característica básica da educação a distância é o estabelecimento de uma comunicação de dupla via, na medida em que professor e aluno não se encontram juntos. Desta forma, existe a necessidade do uso de recursos que possibilitem esta comunicação bidirecional, como correspondência postal, correspondência eletrônica, telefone ou telex, rádio, videoconferência, etc. Estes autores indicam outras denominações utilizadas correntemente para descrever a educação a distância, como: estudo aberto, educação não-tradicional, estudo externo, extensão, estudo por contrato, estudo experimental.

Contudo, nenhuma dessas denominações serve para descrever com exatidão educação a distância. São termos genéricos que, em certas ocasiões, incluem, mas não exclusivamente, a modalidade a distância. Esta pressupõe um processo educativo sistemático e organizado que exige não somente a via dupla na comunicação, como também a instauração de um processo estruturado e continuado. A escolha de determinado meio é, então, conseqüência do tipo de público, custos operacionais e, principalmente, eficácia para a transmissão, recepção, transformação e criação do processo educativo.

Já KEEGAN (apud NUNES, 1994) afirma que o termo genérico de educação a distância inclui um conjunto de estratégias educativas referenciadas por: educação por correspondência, utilizado no Reino Unido; estudo em casa (home study), nos Estados Unidos; estudos externos (external studies), na Austrália; ensino a distância, na Open University do Reino Unido. E, também, téléenseignement, em francês; Fernstudium/Fernunterricht, em alemão; educación a distância, em espanhol; e teleducação, em português.

Em português, é bom lembrar, educação a distância, ensino a distância e teleducação são termos utilizados para expressar o mesmo processo real. Contudo, algumas pessoas ainda confundem teleducação como sendo somente educação por televisão, esquecendo que tele vem do grego, que significa ao longe ou, no nosso caso, a distância.

Há diferenças entre educação a distância e educação aberta, porém ainda prevalece, principalmente nos projetos universitários, forte ilusão de semelhança entre ambos os conceitos. A educação aberta pode ser a distância ou de forma presencial. O que a diferencia da educação tradicional, é que todos podem nela ingressar, independentemente de escolaridade anterior. Além disso, na expressão educação a distância, pode-se ou não usar a crase, pois ela é facultativa neste caso, sendo obrigatória somente quando define-se a distância, por exemplo: à distância de três metros.

Visto isto, passemos a observar com maior detalhe, como pesquisadores da área expressam o que consideram essencial para a conceituação da educação a distância, conforme figura no estudo de KEEGAN (apud NUNES, 1994).

G. Dohmem (1967): Educação a distância (Ferstudium) é uma forma sistematicamente organizada de auto-estudo onde o aluno se instrui a partir do material de estudo que lhe é apresentado e o acompanhamento e a supervisão do sucesso do estudante ocorre através do apoio de grupo de professores. Isto é possível de ser feito a distância através da aplicação de meios de comunicação capazes de vencer longas distâncias. O oposto de “educação a distância” é a “educação direta” ou “educação face-a-face”: um tipo de educação que tem lugar com o contato direto entre professores e estudantes.

O. Peters (1973): Educação/ensino a distância (Fernunterricht) é um método racional de partilhar conhecimento, habilidades e atitudes, através da aplicação da divisão do trabalho e de princípios organizacionais, tanto quanto pelo uso extensivo de meios de comunicação, especialmente para o propósito de reproduzir materiais técnicos de alta qualidade, os quais tornam possível instruir um grande número de estudantes ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma forma industrializada de ensinar e aprender.

M. Moore (1973): Ensino a distância pode ser definido como a família de métodos instrucionais onde as ações dos professores são executadas à parte das ações dos alunos, incluindo aquelas situações continuadas que podem ser realizadas na presença dos estudantes. Porém, a comunicação entre o professor e o aluno deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicos, mecânicos ou outros.
B. Holmberg (1977): O termo “educação a distância” esconde-se sob várias formas de estudo, nos vários níveis que não estão sob a contínua e imediata supervisão de tutores presentes com seus alunos nas salas de leitura ou no mesmo local. A educação a distância se beneficia do planejamento, direção e instrução da organização do ensino.

KEEGAN (1991, 38) sumariza os elementos que considera centrais dos conceitos acima enunciados:

· separação física entre professor e aluno, que a distingue do ensino presencial;

· influência da organização educacional (planejamento, sistematização, plano, projeto, organização dirigida etc.), que a diferencia da educação individual;

· utilização de meios técnicos de comunicação, usualmente impressos, para unir o professor ao aluno e transmitir os conteúdos educativos;

· previsão de uma comunicação de mão dupla, onde o estudante se beneficia de um diálogo, e da possibilidade de iniciativas de dupla via;

· possibilidade de encontros ocasionais com propósitos didáticos e de socialização e

· participação de uma forma industrializada de educação, a qual, se aceita, contém o gérmen de uma radical distinção dos outros modos de desenvolvimento da função educacional.

HOLBERG, em 1981, (apud BITTENCOURT, 1999) afirmava que a característica principal da educação a distância é a comunicação indireta. Atualmente, com as novas tecnologias, a Internet e a videoconferência, a educação a distância também pode ser baseada na comunicação direta. Esta forma de comunicação traria uma série de conseqüências, tais como:

A base do estudo a distância é normalmente um curso pré-produzido, que costuma ser impresso, mas também pode ser apresentado através de outros meios distintos da palavra escrita, como as fitas de áudio ou vídeo e os programas de rádio ou televisão. O curso deve ser auto-instrutivo, ou seja, ser acessível ao estudo individual, sem o apoio do professor. Por razões práticas, a palavra curso é empregada para significar os materiais de ensino, antes mesmo do processo ensino-aprendizagem. Hoje os recursos de produção de material multimídia e a conexão em rede estendem a possibilidade de disponibilização de material, tanto via CD-ROM como em páginas html, bem como através de servidores de vídeo sob demanda.

A comunicação organizada de dupla via tem lugar entre os alunos e uma organização de apoio. O meio mais comum utilizado para isso é a palavra escrita, antes através da correspondência tradicional e, mais atualmente, através do correio eletrônico e salas de bate-papo (chat). O telefone, importante há alguns anos atrás, é gradativamente substituído pelos recursos oferecidos pela Internet.
A EAD levava em conta o estudo individual, servindo expressamente ao aluno isolado, no estudo que realiza por si mesmo. Hoje, os recursos propiciam a superação desta restrição, ampliando as possibilidades do trabalho cooperativo.

Dado que o curso produzido é facilmente utilizado por um grande número de alunos e com um mínimo de gastos, a EAD pode ser - e o é freqüentemente - uma forma de comunicação massiva. As experiências atuais indicam que esta comunicação massiva vai ao encontro da qualidade do ensino, já que dificulta a interação entre os participantes do processo, limitada pelo grande número de participantes.

Quando se prepara um programa de comunicação massiva, é prático aplicar os métodos do trabalho industrial. Estes métodos incluem: planejamento, procedimentos de racionalização, tais como divisão de trabalho, mecanização, automatização e controle e verificação. Os ambientes de apoio ao desenvolvimento de cursos a distância procuram hoje oferecer tais recursos de forma transparente ao professor, facilitando a disponibilização dos materiais do curso, sua comunicação com os alunos e possibilitando o acompanhamento individual dos participantes.

Os enfoques tecnológicos implicados não impedem que a comunicação pessoal, em forma de diálogo, seja central no estudo a distância. Isto se dá inclusive quando se apresenta a comunicação computadorizada. O autor considera que o estudo à distância está organizado como uma forma mediatizada de conversação didática guiada.

Legislação

A Educação a Distância foi, inicialmente, regulamentada através do artigo 80 da Lei Das Diretrizes e Bases da educação nacional (LDB) (Lei n.º 9.394) em 20 de dezembro de 1996.

Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada.

§ 1º. A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.

§ 2º. A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância.

§ 3º. As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação à distância e a autorização para sua implementação, caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas.

§ 4º. A educação à distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá:

I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens;

II - concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas;

III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos concessionários de canais comerciais.
Este artigo foi regulamentado através do Decreto N.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998. Em seu artigo 1°, este decreto define a Educação a Distância como:

“Educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação”.
Esta definição, bastante abrangente, engloba todas as múltiplas definições antes referenciadas.
Finalmente, o decreto N.º 2.561, de 27 de abril de 1998, alterou a redação dos artigos 11 e 12 do Decreto n.º 2.494, regulamenta o credenciamento de instituições para oferecimento de cursos a distância, enquanto a Portaria 301/98, normatiza procedimentos de credenciamento para ofertas de cursos de graduação e educação profissional tecnológica. O texto completo destes decretos podem ser encontrados nos anexos.

Características

ARETIO (1994) destaca as seguintes características, inerentes à Educação a Distância:

separação professor-aluno

O docente não está presente, mas organiza a aprendizagem através do planejamento das atividades e dos recursos didáticos que se utiliza. Em muitos cursos a distância, há a previsão de momentos presenciais, propiciando o esclarecimento de dúvidas, explicações complementares e realização de avaliações. O acompanhamento do aluno, durante todo o processo desenvolvido pela instituição de ensino e pelo professor/tutor, é indispensável e supera o fator separação/distância, proporcionando a quem aprende a certeza de não estar sozinho.

utilização de meios técnicos

Atualmente, não existem distâncias nem fronteiras para o acesso à informação e à cultura. Os recursos técnicos de comunicação (impressos, áudios, vídeos, ...), acessíveis a boa parte da população, têm possibilitado o grande avanço da Educação à Distância e se convertido em propiciadores da igualdade de oportunidades de acesso ao conhecimento e da democratização das possibilidades da educação. A escolha e a utilização dos recursos didáticos em programas de EAD dependem do diagnóstico da população-alvo e do planejamento da instrução previamente estabelecido.

organização de apoio-tutoria

É possível que uma pessoa, dispondo de bons recursos didáticos auto-instrucionais, seja capaz de aprender sozinha. existem autodidatas que alcançaram projeção e sucesso socio-profissional. A Educação à Distância pode ser situada entre a Educação Presencial (face a face) e a solitária (autodidata), pois conta com uma instituição de ensino que tem por finalidade apoiar o aluno, motivando-o, facilitando e avaliando continuamente sua aprendizagem.

Enquanto na Educação Presencial há uma relação de responsabilidade estabelecida entre professor/aluno, na Educação à Distância ocorre a relação instituição/aluno. A atuação do TUTOR (orientador de aprendizagem do aluno) é muito importante, pode-se dar à distância ou presencialmente, individualmente e em pequenos grupos.

aprendizagem independente e flexível

O cuidadoso planejamento do processo de ensino e de aprendizagem em EAD possibilita o trabalho independente e a individualização da aprendizagem, devido à flexibilidade que se poderá imprimir a esta modalidade educativa. Através da EAD, procura-se não somente transmitir conhecimentos, mas tornar o aluno capaz de aprender a aprender e aprender a fazer, de forma flexível, respeitando sua autonomia em relação ao tempo, estilo, ritmo e método de aprendizagem, tornando-o consciente de suas capacidades e possibilidades para sua autoformação.

As novas tecnologias da comunicação propiciam a aprendizagem autônoma, pois o aluno, mesmo à distância, ao longo de sua aprendizagem, pode, inúmeras vezes, manter contato com o professor/tutor, a instituição promotora do curso e outros alunos. Desta forma, a distância diminui, a solidão é minimizada e a individualização da aprendizagem é entrecortada por alguns momentos de socialização.

comunicação bidirecional

Na EAD, o aluno não é um simples receptor de mensagens educativas e conteúdos planejados, produzidos e distribuídos por um centro docente, sem possibilidade de esclarecimentos e orientações. A atividade educativa, como processo de comunicação, é bidirecional, com o conseqüente feedback entre docente e aluno. O diálogo consubstancia, assim, a otimização do ato educativo. O aluno pode responder às questões que lhe são propostas nos materiais instrucionais, assim como pode propor um diálogo com o seu tutor, enriquecendo sua atividade de aprendizagem.

O diálogo também pode ser simulado por intermédio da conversação didática guiada entre docente e aluno, proporcionada pelos materiais de estudo. A intensidade da comunicação bidirecional pode tornar os programas de EAD mais ou menos distantes de seus destinatários, devendo ser dirigida com o maior empenho para que esta distância tenha o menor significado e influência possíveis.

enfoque tecnológico

A educação é otimizada pela tecnologia quando vista sob uma concepção processual planificada, científica, sistemática e globalizadora. Em EAD, não podem ocorrer a improvisação no planejamento e na execução de um programa e a descoordenação entre os diversos recursos pessoais e materiais de um sistema multimídia, pois a retroalimentação do sistema não se dá prontamente, havendo, portanto, desvios e sérios prejuízos para os alunos.

comunicação massiva

As novas tecnologias da informação e os modernos meios de comunicação tornaram inesgotáveis as possibilidades de recepção de mensagens educativas, eliminando fronteiras espaço-temporais e propiciando o aproveitamento destas mensagens por grande número de pessoas, dispersas geograficamente. Pode-se ensinar bem à distância, usando os meios massivos de comunicação, suprindo com vantagem a ausência do professor. Observa-se, então, a economia de escala, já que a mesma mensagem, cujo planejamento e produção comportaram um custo, pode ser massivamente recebida. A comunicação massiva não é possível no ensino presencial, pelas limitações espaço-temporais da sala de aula e da presença do professor.

Os sistemas flexíveis de educação, de acordo com as novas correntes educativas centradas na educação aberta, devem estar mais atentos aos alunos individualmente, com suas exigências, motivações e necessidades, do que às da instituição. Assim, o aluno poderá iniciar um curso quando desejar, desenvolvendo-o de acordo com seu tempo disponível para estudar em seu ritmo de aprendizagem. Pode haver, então, o processo de formação personalizada nos conteúdos que o aluno estudará, escolhidos em função das exigências, dos conhecimentos e das capacidades que ele possui. Vale destacar que, embora a comunicação massiva seja uma possibilidade da EAD é uma vantagem em relação aos sistemas presenciais de ensino, pode esta modalidade estar direcionada, também, a minorias e, inclusive, a um só aluno.


procedimentos industrializados

Na EAD, a produção e a distribuição massiva de materiais e recursos didáticos e o acompanhamento a grande quantidade de alunos, geograficamente dispersos, exigem uma organização mais estruturada para comportar sistemas de produção e distribuição de materiais rigidamente programados. Além disso, há necessidade de um sistema de gerenciamento das relações entre programadores curriculares, produtores distribuidores de material, tutores e alunos, o que dificulta uma relação flexível e o atendimento às necessidades pessoais.

Isto implica a aplicação de procedimentos industriais em relação à racionalização do processo, à produção massiva e à divisão do trabalho. Procedimentos industriais não chegam a se configurar como uma característica definitiva dos sistemas a distância em geral, pois o nível de “industrialização” está na razão do número de alunos a serem atendidos.

PRETI (1996) comenta a definição de Aretio, destacando os seguintes elementos:

· distância física professor-aluno: a presença física do professor ou do tutor, isto é, do interlocutor, da pessoa com quem o estudante vai dialogar, não é necessária e indispensável para que se dê a aprendizagem. Ela se dá de outra maneira, mediada por tecnologia da comunicação, “virtualmente”;

· estudo individualizado e independente: reconhece-se a capacidade do estudante de construir seu caminho, seu conhecimento por ele mesmo, de se tornar autodidata, ator e autor de suas práticas e reflexões;

· processo de ensino-aprendizagem mediatizado: a EA deve oferecer suporte e estruturar um sistema que viabilize e incentive a autonomia dos estudantes nos processos de aprendizagem.
uso de novas tecnologias: os recursos técnicos de comunicação, que hoje têm alcançado um avanço espetacular (correio, rádio, TV audiocassete, hipermídia interativa, Internet), permitem romper com as barreiras das distâncias, das dificuldades de acesso à educação e dos problemas de aprendizagem por parte dos alunos que estudam individualmente, mas não isolados e sozinhos. Oferecem possibilidades de se estimular e motivar o estudante, de armazenamento e divulgação de dados, de acesso às informações mais distantes e com uma rapidez incrível.

· comunicação bidirecional: o estudante não é mero receptor de informações, de mensagens; apesar da distância, busca-se estabelecer relações dialogais, criativas, críticas e participativas.

Vantagens e Desvantagens

O processo educativo de valor consagrado e indiscutível, a EAD apresenta vantagens e limitações que merecem ser analisadas (ARETIO, 1994). Como vantagens, podemos citar:

Abertura

- eliminação ou redução das barreiras de acesso aos cursos ou nível de estudos;

- diversificação e ampliação da oferta de cursos;

- oportunidade de formação adaptada às exigências atuais, às pessoas que não puderam freqüentar a escola tradicional.

Flexibilidade

- ausência de rigidez quanto aos requisitos de espaço (onde estudar?), assistência às aulas e tempo (quando estudar?) e ritmo (em que velocidade aprender?);

- eficaz combinação de estudo e trabalho;

- permanência do aluno em seu ambiente profissional, cultural e familiar,

- formação fora do contexto da sala de aula.

Eficácia

- aluno, centro do processo de aprendizagem e sujeito ativo de sua formação vê respeitado o seu ritmo de aprender;

- formação teórico-prática, relacionada à experiência do aluno, em contato imediato com a atividade profissional, que se deseja melhorar;

- conteúdos instrucionais elaborados por especialistas e a utilização de recursos multimídia;

- comunicação bidirecional freqüente, garantindo uma aprendizagem dinâmica e inovadora.

Formação permanente e pessoal

- atendimento às demandas e às aspirações dos diversos grupos, por intermédio de atividades formativas ou não;

- aluno ativo: desenvolvimento da iniciativa, de atitudes, interesses, valores e hábitos educativos;

- capacitação para o trabalho e superação do nível cultural de cada aluno.

Economia

- redução de custos em relação aos dos sistemas presenciais de ensino, ao eliminar pequenos grupos, ao evitar gastos de locomoção de alunos, ao evitar o abandono do local de trabalho para o tempo extra de formação, ao permitir a economia em escala,

- a economia em escala supera os altos custos iniciais

Como desvantagens e ou limitações, pode-se citar:

· Limitação em alcançar o objetivo da socialização, pelas escassas ocasiões para interação dos alunos com o docente e entre si.

· Limitação em alcançar os objetivos da área afetiva/atitudinal, assim como os objetivos da área psicomotora, a não ser por intermédio de momentos presenciais previamente estabelecidos para o desenvolvimento supervisionado de habilidades manipulativas.

· Empobrecimento da troca direta de experiências proporcionada pela relação educativa pessoal entre professor e aluno.

· A retroalimentação ou feedback e a retificação de possíveis erros podem ser mais lentos, embora os novos meios tecnológicos reduzam estes inconvenientes.

· Necessidade de um rigoroso planejamento a longo prazo, com as desvantagens que possa ocasionar, embora com a vantagem de um repensar e de um refletir por mais tempo.

· Não obstante as dúvidas de alguns quanto à possibilidade de a Educação à Distância proporcionar algo mais que instrução ou transferência de conteúdos, está provado que materiais didáticos bem elaborados podem levar os alunos a “aprender a aprender”.

· Perigo da homogeneidade dos materiais instrucionais — todos aprendem o mesmo, por um só pacote instrucional, conjugado a poucas ocasiões de diálogo aluno/docente — pode ser evitado e superado com a elaboração de materiais que proporcionem a espontaneidade, a criatividade e a expressão das idéias do aluno.

· Para determinados cursos, a necessidade de o aluno possuir elevado nível de compreensão de textos e saber utilizar os recursos da multimídia, ainda que se afirme ser possível alfabetizar à distância, por rádio.

· Excetuando-se as atividades presenciais de avaliação, os resultados da avaliação à distância são menos confiáveis do que os da Educação Presencial, considerando-se as oportunidades de plágio ou fraude, embora estes fatos também possam ocorrer na modalidade presencial.

· A ambição de pretender alcançar muitos alunos provoca numerosos abandonos, deserções ou fracassos, por falta de um bom acompanhamento do processo, embora deva ser feita a devida distinção entre “abandono real” e “abandono sem começar”, o daqueles alunos que não fazem sequer uma primeira avaliação.

· Custos iniciais muito altos para a implantação de cursos à distância, que se diluem ao longo de sua aplicação, embora seja indiscutível a economia de tal modalidade educativa.

· Os serviços administrativos são, geralmente, mais complexos que no presencial.

Referências Bibliográficas

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