terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pedagoga e sua equipe EaD

Depoimento de Fernanda Oliviero Pinto em 2002


1. Independente do assunto a ser criado em EAD, é indiferente que o detentor do conhecimento conheça os processos de EAD, ou seja, qualquer autoridade em determinado assunto pode ser o especialista no conteúdo (posição 1 da equipe)? Sempre haverá alguém, algum especialista na empresa que tem o conhecimento técnico do assunto. Nós o chamamos de Líder de Projeto. É ele que supervisiona o trabalho que coordeno, integrando teoria e metodologia adequada. Por exemplo: se estamos desenvolvendo um e-learning sobre tratamento para acne, o Líder de Projeto nos fornece o conteúdo ou livro didático, técnico. Desenvolvo com o designer gráfico uma animação que explique o mecanismo de ação do medicamento, o Líder de Projeto analisa, vendo se ficou adequado e aprova. É uma figura fundamental no processo.

2. Devem existir tarefas em que tanto o psicopedagogo quanto o técnico em Informática trabalhem juntos, não é? Quais são? Até que ponto quem redige o texto do EAD é o pedagogo? Há uma quarta figura, o redator? O redator se preocupa exclusivamente com a revisão gramatical e ortográfica, facilitando o trabalho do pedagogo, que preocupa-se com o conteúdo, sua clareza (muitas vezes transformando termos técnicos demais em algo mais acessível), sua objetividade e se irá atingir os resultados esperados, os mapas conceituais, a lógica (os capítulos precisam ter uma conectividade), a avaliação, a simulação (fundamental essa relação do treinamento com a prática profissional) e um desafio (uma parte lúdica). Em relação ao técnico de informática, trabalhamos juntos direto, toda a criação necessita destes dois olhares. Muitas vezes surge uma idéia ótima, mas na prática não funciona, o programa não executa, então juntos, buscamos soluções.

3. É sabido que criatividade torna-se um diferencial na criação da interatividade e do aspecto lúdico de um material para EAD. Tem havido problemas na limitação de uma solução concebida pela psicopedagoga, que o técnico em animação, por exemplo, não consegue realizar, por não haver tecnologia disponível ou ser anti-econômica? Ainda é cedo, mas a prática nos tem mostrado que tem muita coisa a ser descoberta. Estamos trabalhando dentro das possibilidades, na verdade, o que tenho proposto de criação, o designer gráfico tem conseguido elaborar bem. A sintonia no trabalho, a equipe que trabalha integrada tem ajudado muito neste processo. Barreiras tecnológicas existem, mas para isso estamos em constante pesquisa, estudo e colaboração.

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